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segunda-feira, 5 de março de 2012

MAIS sobre o Vinagre de MAÇA




A extraordinária medicina popular do Vermont, estado americano situado no extremo nordeste dos Estados Unidos da América, vem se formando desde os tempos primitivos. Ela adapta às condições do ambiente de vida no Vermont antiqüíssimas leis fisiológicas e bioquímicas, visando a manutenção da saúde e do vigor físico. Mas essas leis não têm limites geográficos: suas aplicações serão eficazes em outros ambientes também. Assim, algum instinto profundo faz com que, os vermonteses procurem os alimentos necessários à formação do organismo, isto é, uma dieta rica em carboidratos e baixo teor de proteínas, e muitos vegetais ácidos. Eles observaram, por exemplo, que quando aumentavam a porcentagem de proteína na ração da marta (animal do qual se retira a pele para o comércio), elas apresentavam suas artérias e órgãos obstruídos, contraiam doenças e morriam prematuramente. Dessa forma, o bom senso dos vermonteses faz com que observem o comportamento dos animais de criação e silvestres, as variações de climas, e a boa higiene. Sabiam escolher uma dieta de frutas, frutinhas várias, óleo puro do milho, folhas comestíveis ácidas, alimentos integrais, raízes e principalmente o sublime alimento: o mel de abelha. Sempre mantinham o seu estoque de vinagre de maçã natural que eles mesmos fabricavam para os mais diversos usos. Assim, os naturais do Vermont - EUA, tem durante gerações, conservado a saúde, a jovialidade e a longevidade ativa e produtiva.

O Doutor DC JARVIS, famoso médico naturalista norte-americano, e suas descobertas maravilhosas sobre o vinagre de maçã natural e a medicina popular do Vermont-USA.

O doutor D.C. Jarvis, que se tornou querido pelo esforço de ir ao encontro das necessidades do povo, escrevendo livros de medicina popular, afirma em seu famoso livro, best seller, "Folk Medicine – A Vermont Doctor’s Guide to good Health" , que as enfermidades como: artrite, osteoporose, reumatismo, pressão alta, gota, bursite, arteriosclerose, enfartos, derrames, fadiga crônica, dores de cabeça crônica, diabetes, rinites, e outras doenças degenerativas, etc, têm a mesma origem: acúmulo de cálcio no sangue.

O doutor Jarvis pesquisou durante muitos anos o modo de vida e dieta dos vermonteses, onde o vinagre de maçã natural é parte integrante da sua tradição. Os costumes dos vermonteses têm sido transmitidos de pai para filho durante gerações. Nascido no Vermont, estado do nordeste americano, depois de formado em medicina clássica, retornou ao seu antigo habitat no convívio com os velhos camponeses vermonteses a fim de aprender, como ele mesmo afirma, a medicina dos seus antepassados, que alinha um conhecimento de leis naturais antiqüíssimas aos fatos reais da vida. O estilo de vida dos Vermonteses chamou a atenção de muitas outras pessoas interessadas em aprender na prática como lidar com as mais diversas doenças apelando para os recursos da própria natureza.

Em suas observações e experiências chegou a conclusões seguras e revolucionárias: começou verificando que as chaleiras onde se fervem água, formam com o tempo, dura camada no fundo – resultado da precipitação de sais, cloretos, etc., e que, essa crosta, sob o efeito de vinagre de maçã, se dissolve, deixando a chaleira como nova. Igualmente comprovou que, mergulhando cascas de ovos em líquido de vinagre de maçã, estas se dissolvem lentamente. Investigou ademais, na localidade de Vermont-EUA, que pessoas que usavam o vinagre de maçã, eram muito mais saudáveis que as demais, e pareciam imunes as enfermidades e apresentavam uma extraordinária resistência física. Observou, nessa mesma localidade do Vermont, pessoas com mais de noventa anos, algumas com mais de cem anos de idade, trabalhando nas roças horas a fio sem apresentar grandes esforços, demonstravam vigor, bom ânimo, uma bela postura e excelente formação óssea, e diziam não adoecer. Inteirou-se também, que esses camponeses costumavam dar às vacas o vinagre de maçã misturado na água, fato que o levou a efetuar estudos e investigações, chegando a conclusões surpreendentes: vacas envelhecidas prematuramente, tomando porções de vinagre de maçã, rejuvenesciam; outras de mais de dez anos, que já não davam mais leite, voltaram a produzi-lo depois de três meses de tratamento. Verificou também, que os pintinhos tratados com líquido de vinagre de maçã misturado à água, tornavam-se resistentes às doenças e tinham altura e peso quase uma vez e meia que o normal e apresentavam uma bela e resistente pelugem. Por outro lado, inteirou-se também que os cavalos e cães de caça dessa região, tratados com o vinagre de maçã, eram muitos mais fortes e resistentes que outros não tratados com o vinagre, não demonstrando cansaço nas corridas, tinham uma vida mais longa que o normal e apresentavam um brilhante e sedoso pêlo.

Observou igualmente, que animais levados ao corte, os quais estavam recebendo tratamento idêntico, demonstrou uma perfeita consistência óssea e a medula de uma bela cor vermelha, indício de abundância de glóbulos vermelhos. Desse modo, e por outras vias, o doutor Jarvis chegou à conclusão de que o mesmo sucede com o corpo humano quando se toma o vinagre de maçã natural com água e mel, já que ele possui a faculdade de dissolver o cálcio excedente acumulado no organismo, permitindo que, ao absorvê-lo, os ossos se tornem mais fortes, menos expostos às fraturas e, sobretudo, em condições de ajudar na formação de tecidos mais elásticos, flexíveis, em favor do rejuvenescimento.

Assim, o mencionado médico fundamentou sua teoria no seguinte: nosso sangue pode ser de formação ligeiramente ácida ou alcalina. Isso depende em grande parte, da alimentação que habitualmente ingerimos. Aponta ele outros motivos: diz, por exemplo, que o clima frio, favorece o aumento de alcalinidade do sangue; que as preocupações, o medo, a ira, bem como toda a atitude e comportamento emocional negativo têm o mesmo efeito. Desse modo, contribuímos para o aumento da alcalinidade sanguínea, desregulando o pH do sangue. Além de essa alcalinidade excessiva provocar depósitos de cristais endurecedores. Dependendo da região do corpo onde estes cristais se alojarem provocarão no decorrer do tempo doenças ou disfunções correspondentes, se depositam nas juntas ou articulações, provocam a artrite, bursite, entupimento das artérias, veias, etc.

O consumo abundante de farinha de trigo refinada, açúcar refinado, carnes, enlatados, cremes, refrigerantes, doces, etc, são prejudiciais à saúde porque contribui para o aumento da alcanilidade; torna o sangue mais espesso e dificulta a circulação pelo sistema, aumentando a pressão arterial das veias e vasos, os quais com o tempo vão se obstruindo e endurecendo, porque a alcanilidade favorece os depósitos de cálcio e de outras substâncias terrosas danosas ao sistema.

Afirma o doutor Jarvis que a grande maioria das doenças tem como veículo o próprio sangue impuro, que distribui e deposita constantemente substâncias mortais pelo sistema ao longo dos anos. A purificação do sangue é de fundamental importância para reverter esse processo de endurecimento e envelhecimento precoce das várias estruturas moles do corpo, a pele, o secamento ou calcificação das articulações. Da mesma forma, se não trocarmos o óleo que lubrifica as várias partes do motor de um carro com o tempo a sujeira desse óleo acaba por danificar o motor, assim sucede com nossa saúde porque é bem mais sábio prevenir do que remediar.

Modo de usar o vinagre de maçã natural:

Em um copo, coloque uma colher das de sopa de vinagre de maçã, adicione uma colher das de sopa de mel de abelha, complete com água destilada ou filtrada. Bata bem, até misturar. Tome antes das principais refeições. O vinagre de maçã também pode ser tomado apenas com água.

E qual é a dose necessária? VEJAMOS: diariamente às refeições, ou entre elas, bater bem uma colher das de sopa de vinagre de maçã, com uma colher das de chá de mel de abelha, ou apenas água tomando em seguida. Afirma o doutor D.C. Jarvis que, após três meses desse tratamento, o sangue volta a adquirir a natural acidez dissolvendo o cálcio excedente aderido nas articulações e desobstruindo as artérias e vasos sanguíneos. Paralelamente, a pessoa experimenta uma sensação de bem estar; a digestão é favorecida, produz um sono reparador e o aumento da vitalidade física, combatendo a fadiga crônica. Desaparecem os gases intestinais, o amargor da boca e restabelece-se a energia vital em todo o organismo. Pessoas que sofrem de hemorróidas podem sentir depois de algumas semanas, tomando o vinagre de maçã, o mal regredir até desaparecer. A vista melhora consideravelmente devido ao processo purificador do sangue. Os sintomas de tonturas também desaparecem com a dieta ácida do vinagre de maçã. Ademais, verifica-se um vigoroso crescimento e fortalecimento dos cabelos, como conseqüência também, observa-se um emagrecimento natural, a pele volta a adquirir sua jovialidade e beleza. Os dentes se fortalecem e desaparece o mau hálito. Por outro lado, as pessoas sujeitas a freqüentes dores de cabeça (cefaléias), vêem cessar esses incômodos, tomando duas vezes ao dia, três colheres das de sopa de vinagre de maçã com água e mel, pois isso assegura resultados magníficos, afirma o doutor D.C. Jarvis.

Segundo pesquisas feitas há no vinagre de maçã natural mais de trinta elementos nutritivos fundamentais, mais de uma dúzia de sais minerais e enzimas essenciais e complexos vitamínicos. Igualmente, encontra-se ferro, vitaminas B12, ácido fólico (bom no combate a anemia) e elementos antioxidante, combatem os radicais livres que produzem a decrepitude do corpo. Possui qualidades anti-sépticas (mata os micróbios infecciosos) e antibióticas (contêm bactérias inimigas dos microorganismos deletérios). O vinagre de maçã natural extrai todos os minerais da maçã.

O vinagre de maçã natural é rico em sais de primeira importância para os processos bioquímicos do corpo; entre os quais o ácido málico, que entre outras funções, faz parte do chamado "ciclo de Krebs", que sintetiza um conjunto de reações bioquímicas responsáveis pela produção de energia no interior das células. Ele ajuda também na absorção dos nutrientes e, ao mesmo tempo, combate bactérias do aparelho digestivo; evita a obstipação, apontada como a principal causa de muitas doenças, pois o vinagre de maçã natural ajuda na eliminação de substâncias tóxicas, produto da má alimentação e poluição ambiental, que se alojam no intestino e fígado. Temos também a pectina que auxilia nos processos digestivos, reduzindo extraordinariamente o colesterol e outras gorduras densas.

O vinagre de maçã natural é altamente diurético, ajuda na eliminação do excesso de líquidos. Possui qualidade antioxidante, antiinflamatória e antibiótica excelentes. O vinagre de maçã natural controla o equilíbrio do pH do sangue e da pele.

O vinagre de maçã natural tem propriedade muito parecida com a química do suco gástrico secretado pelo estômago, e por isso, capaz de matar bactérias nocivas à saúde, facilitando a digestão. Médicos naturalistas recomendam que se faça uso de duas colheres das de sopa de vinagre de maçã natural misturado à água antes ou após as refeições regularmente, para evitar intoxicações alimentares, ou deter um processo de intoxicação em andamento.

Umas das razões da vitalidade do vinagre de maçã, é que ele associa minerais ao potássio: fósforo, cloro, sódio, magnésio, cálcio, enxofre, ferro, flúor, silício e traços de diversos outros. Alguns cientistas como o médico Pires Van Koek atribuem ao vinagre de maçã natural qualidades medicinais miraculosas para a saúde e o recomenda para pessoas que desejam voltar ao seu antigo peso de uma forma natural, e também para a regularização de todas as funções orgânicas deficientes, principalmente devido a uma dieta antinatural. Então, não é novidade que o vinagre de maçã natural tenha conquistado a fama de ser um excelente nutriente, fortificante, depurador do sangue, rejuvenescedor do organismo e excelente emagrecedor. Atualmente há pesquisas sobre a ação do vinagre de maçã natural em doenças mais graves ainda, com resultados surpreendentes e positivos. O vinagre de maçã é benéfico em todas as idades, como elemento preventivo de acúmulo excessivo de cálcio e substâncias terrosas obstrutoras do sistema.
 
BIBLIOGRAFIA e PESQUISA: "Princípios Ocultos de Saúde e cura", do original norte-americano: "Occult Principles of Health and Healing" by Max Heindel. Editora Pensamento.
"Agarre suas saúde e não largue mais", do titulo original norte-americano: FOLK MEDICINE - A Vermont Doctor’s Guide to Good Health – by Dr. DC JARVIS. Vigésima primeira Edição. 1960. Editora Bestseller – Importadora de livros S.A. São Paulo. BR.
"Vinagre de maçã – Uma receita de vida", do titulo original: "Le Miracle du Vinagre", do terapeuta holístico G.P. Boutard. Editora Claridade São Paulo. BR.
"Apple Cider Vinegar – Miracle Health System", of Bragg Health Crusades – America’s Pioneers, by Patricia Bragg N.D., PhD. Health & Fitness Expert. "w.w.w.bragg. com".
"
www.senhorviccino.com.br", fabricante e pesquisador sobre os usos do vinagre e sua ação sobre o corpo humano, desde 1981

sábado, 3 de março de 2012

Obesidade - A vida secreta da célula de gordura


Os cientistas pensavam que a gordura corporal e as células que a constituíam eram inertes, como se fossem um compartimento de armazenamento.


Com o passar das décadas as pesquisas têm demonstrado que as células gordurosas agem como fábricas químicas e que a gordura corporal é uma potente substância: um tecido altamente ativo que secreta hormônios e outras substâncias com efeitos profundos e às vezes perigosos ao metabolismo.

Recentemente, os biologistas começaram a chamar a gordura de um “órgão endócrino”, comparando-a com glândulas como a tireóide e hipófise,também liberando seus hormônios diretamente na circulação sanguínea.

Porém existe uma importante diferença. Estas glândulas não podem proliferar e crescer como as células de gordura, que possuem aparentemente uma infinita capacidade de proliferação. Gordura corporal em excesso pode agir como um veneno, liberando substâncias que contribuem para a diabetes, doença cardíaca, hipertensão, derrame e outras doenças, incluindo alguns tipos de câncer.

Os pesquisadores tentam decifrar a biologia da célula gordurosa na esperança de encontrar caminhos que auxiliem as pessoas eliminar o excesso de gordura ou, no mínimo, prevenir que a obesidade destrua sua saúde. Em um mundo progressivamente obeso, estes esforços são de altíssima importância.

No Estados Unidos, 65 % dos adultos são obesos, comparados com 56% de 10 anos atrás, e pesquisas do governo culpam a obesidade por pelo menos 300.000 mortes a cada ano. Em adição, 50% das crianças acima de 6 anos estão acima do peso, 3 vezes mais as porcentagens de 1980.

Leptina

O reconhecimento de que as células de gordura estão longe de serem inertes apareceu em 1995 com a descoberta da leptina, hormônio que sinaliza ao cérebro quanto de gordura o corpo possui, desta forma o cérebro pode ajustar a ingesta alimentar e o metabolismo permitindo que o armazenamento de gordura seja mantido em certos níveis. Quanto maior a quantidade de gordura que a pessoa possui, maior será o nível de leptina.

Embora inicialmente os pesquisadores pensassem que a leptina poderia ser utilizada para o tratamento da obesidade, eles rapidamente descobriram que a maioria dos obesos é resistente aos efeitos da leptina.

“A descoberta da leptina estabeleceu o eixo de comunicação gordura-cérebro”, diz o pesquisador Dr. Sherer (professor de biologia celular e medicina do Colégio de Medicina Albert Einstein em Nova York.). ”Este foi o primeiro exemplo de um hormônio sendo liberado pelos adipócitos”.
Adipócitos produzem hormônios

O tecido adiposo é crivado de células do sistema imune chamadas de macrófagos, as quais liberam substancias que causam inflamação, e hoje se pensa que estas substâncias possuem um papel importante nas doenças cardíacas.As células gordurosas produzem hormônios adicionais que afetam a sensibilidade do corpo a insulina e estão altamente ligadas ao desenvolvimento da diabetes tipo 2.


Resistência a Insulina

A insulina auxilia a glicose a 'entrar' nas células, mas cerca de metade das pessoas obesas se tornam resistente a insulina, o que significa que suas células não respondem a insulina. Quanto mais peso elas ganham, mais resistente à insulina elas se tornam.

A resistência a insulina é a primeira etapa no desenvolvimento da diabetes e freqüentemente é acompanhada por pressão sanguínea elevada e altos níveis de gordura e açúcar no sangue.

Uma das moléculas mais importantes fabricadas pelas células adiposas é um hormônio chamado de adiponectina, que faz com que o corpo se torne mais sensível a insulina. Quando a pessoa se torna obesa, suas células gordurosas fabricam menos adiponectina, o porque disto ainda não está claro. Baixos níveis de adiponectina estão associados com diabetes e doença cardíaca. Dr.Scherer diz que os cientistas estão estudando este hormônio para descobrir se a sua administração a pessoas poderá ajudar a prevenir ou tratar a diabetes.

Outra molécula fabricada pelas células gordurosas é a resistina, que faz com que o organismo seja mais resistente a insulina, mas têm sido estudada basicamente em camundongos, e sua importância em humanos não é ainda bem conhecida, diz o Dr.Scherer.

Um adulto magro possui cerca de 40 bilhões de células gordurosas, uma pessoa obesa possui cerca de duas a três vezes este número, e obesos possuem células gordurosas maiores do que as pessoas magras.

O corpo é capaz de fabricar mais destas células e comparando-as com outras células, estas possuem uma vida extremamente longa.


Células de gordura se reproduzem

Como se acreditava no passado, não é verdade que a quota de células adiposas de uma pessoa é fixada para sempre em algum momento da adolescência. Se a pessoa continua comendo em excesso, as células gordurosas existentes aumentam de volume até certo limite tamanho. Quando atingem esse limite, não se dividem, ao invés disto, enviam sinais para que as células imaturas mais próximas comecem a se dividir produzindo assim mais células gordurosas.

Mesmo um abdômen com gordura moderada - um abdômen protuberante em uma pessoa diferentemente magricela – podem aumentar o risco de hipertensão, diabetes e doença cardíaca. Pessoas magras ou fora do peso que estão na verdade sob o risco da gordura abdominal podem ser falsamente tranqüilizadas por terem leitura normal de um medidor de obesidade muito comum, o índice de massa corporal, ou I.M.C. O problema é que este índice, baseia-se na altura e no peso, e não leva em conta a forma do corpo.

“Nós gostaríamos de eliminar a idéia de que o I.M.C. é o melhor indicador de risco,” disse o Dr. Osama Hamdy, diretor da clinica de obesidade no Joslin Diabetes Clinic, em Boston. Ele diz que a medida da cintura é melhor prognóstico, com uma zona de perigo em torno de algo maior do que 102 cm para os homens e 88.9 cm para as mulheres. do Colégio de Medicina Albert Einstein em Nova York.). ”Este foi o primeiro exemplo de um hormônio sendo liberado pelos adipócitos”.
 
Fonte: Adaptado do The New York Times
*As informações aqui disponíveis não substituem o aconselhamento profissional.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Masturbação feminina





Tema delicado devido aos preconceitos e tabus sexuais incutidos em nossa formação sexual.

Tantas vezes tenho me perguntado porque complicam o que deveria ser lúdico e prazeroso, que é o exercício pleno e saudável da sexualidade. Na masturbação, que é o sexo solitário, menos razões teríamos para recriminações, já que não envolve terceiros e não existe risco de gravidez ou transmissão de doenças. Para isso, só recorrendo à história da repressão sexual, que mais afetou a população do sexo feminino, assim como outras decorrências do patriarcado e do machismo seculares.

Dodson escreve sobre a postura de doutrinas religiosas fundamentalistas e de políticos conservadores radicais de direita, nos Estados Unidos, juntando forças para controlar a vida pública e privada de cidadãos americanos: "A melhor forma de manter a população dócil e fácil de ser manipulada é proibir a masturbação, insistir no casamento e na monogamia, esconder informações sexuais e de controle da natalidade, criminalizar o aborto e a prostituição, condenar a homossexualidade, censurar a diversão com sexo explícito, e negar a existência de diversidade sexual." (Referência no final do texto)

É inegável a influência cultural e religiosa que recebemos desses conceitos reacionários.

Afinal, o que é a masturbação? Como ela é praticada, qual a preferência das mulheres?
Definição
Definições antigas, tais como "vício solitário, auto-estupro, auto-emasculação, auto-abuso, desperdício", caracterizam alguns conceitos que se tinha sobre a sexualidade.

A masturbação é a auto-manipulação genital, objetivando o orgasmo. Não é vício, não é estupro, não é abuso e não é desperdício. Não é tampouco "pecado", dentro de nossas crenças de vida do que seja certo ou errado.

Hoje, conceitua-se a masturbação como a auto-manipulação ou auto-estímulo dos órgãos sexuais. Também chamada de onanismo, principalmente na masturbação manual masculina.

O mais importante dentro da conceituação de masturbação, é que ela em si é sexo e não parte ou complemento na prática sexual compartilhada ou exercício infantil da sexualidade, como anteriormente citados.

Equívoco semelhante em relação à masturbação foi a defendida por alguns, inclusive Freud, num determinado momento, de que o orgasmo extra-vaginal era sexo infantil. Afirmavam, equivocadamente e muitas vezes cheios de preconceitos, ou quem sabe, invejosos do orgasmo que não dependesse da presença masculina e tampouco da penetração, que sexo maduro era aquele obtido com a penetração vaginal pelo pênis.

Quando faz parte do relacionamento sexual a dois, existindo como estímulo ao orgasmo por duas pessoas, como complemento desse relacionamento e parte dos jogos sexuais, não é masturbação .

Por definição, a masturbação é a prática solitária, sem a presença do(a) outro(a) ou de outros. O estímulo do clitóris no jogo sexual a dois é um estímulo da prática sexual compartilhada. Portanto, estou contradizendo o conceito popular de que seja masturbação aquela manipulação clitoridiana durante o relacionamento sexual a dois.

Faz parte da saúde genital da mulher. Ajuda a exercitar músculos, produzir secreções, manter viva a genitália feminina.

Temos que considerar que a maioria das mulheres tem períodos de suas vidas, às vezes extensos, com ausência total de parceiro(a)(s) sexual(sexuais).

O orgasmo atingido através da masturbação não é diferente daquele da relação sexual compartilhada, seja em intensidade, duração ou qualidade. Se a mulher se masturba acreditando que esteja fazendo uma contravenção, sentindo-se culpada, provavelmente não sentirá o orgasmo em toda a intensidade que lhe é possível. Se ao se masturbar pensar que está cometendo um delito, fazendo sexo proibido ou mesmo sexo de segunda classe, pouca chance terá de aproveitar esse orgasmo em toda a sua plenitude.

A mulher aprendeu desde sempre que era "pecado" tocar o próprio corpo. Como de repente pode sair dessa situação de culpa para a do prazer, sentindo livremente o orgasmo? Ora, já superamos tantas outras dificuldades para garantir algum espaço num mundo antes exclusivo do sexo oposto, porque não mais esse desafio?
Como é praticada a masturbação?
Um bom começo seria a auto-exploração dos genitais, com o auxílio de um espelho e do tato, para conhecer seus próprios genitais. Muitas mulheres nunca se olharam e não têm noção de sua própria configuração anatômica. Existem muitas variações, de modo que provavelmente não existam duas pessoas no mundo com os genitais iguais. Isso pode ser foco de conflito, com interpretações equivocadas de desvio da normalidade na anatomia.

A masturbação pode ser realizada com os próprios dedos, com a mão ou utilizando um objeto erótico outro, desses encontrados à venda nos sex-shops. Existe uma infinidade de aparelhinhos, vibradores, pênis artificial com ou sem vibrador, enfim, cada mulher se adapta a uma diferente maneira de se auto-estimular.

Vai muito da imaginação e da fantasia, quando da escolha de artefatos, que têm configuração múltipla. Desde sempre me pergunto porque esses objetos são vendidos exclusivamente em sex-shops... ainda constrange a muitas mulheres entrar nesse tipo de comércio, mas espero que com o tempo, elas descubram que isso lhes é de direito, e que descobrir coisas novas sempre pode ser gratificante.

Algumas mulheres imaginam-se transando com um objeto de desejo, que pode ser uma pessoa ou situação, como por exemplo, como se estivesse num sexo grupal.

A intensidade da pressão desejada, agradável e que funcione como um bom estímulo, depende de cada mulher e da fase sexual em que se encontra. O mesmo vale para o ritmo empreendido nos movimentos, geralmente mais rápido no final da fase sexual, perto do orgasmo.

Algumas preferem a masturbação no banho, com o chuveirinho ou com os dedos, outras preferem na cama ou no sofá, deitadas de barriga para baixo ou de costas, com pernas abertas ou fechadas, esticadas ou dobradas, cada uma se posicionando de acordo com a sua preferência pessoal.

Algumas mulheres gostam da penetração vaginal com dedo ou um objeto outro, como parte do auto-estímulo. Outras variam a maneira de se auto-estimular e o lugar, de acordo com as circunstâncias ou com a individualidade do momento.

Muitas vezes é difícil encontrar na própria casa um local em que tenha privacidade e tranqüilidade para se masturbar. Isso constrange e impede muitas dessa prática sexual, enquanto que outras se excitam com a possibilidade se serem pegas em "flagrante".
Como é o orgasmo da masturbação?
O orgasmo com o auto-estímulo é de intensidade variável, assim como qualquer tipo de orgasmo que possamos sentir. Depende de quanto de excitabilidade o momento nos proporciona. Igualmente, às vezes pode ser múltiplo.

O orgasmo múltiplo não é privilégio de todas as mulheres e tampouco costuma ocorrer em todos os eventos sexuais de uma mesma mulher, mas quem os têm em "cascata", em geral diz que é muito bom. Esse privilégio é quase que exclusivo do universo feminino.

A lubrificação, como em qualquer prática sexual, também não é sempre a mesma. Não tenho a expectativa de que os fluidos genitais ocorram tão rapidamente ou em igual intensidade nas mulheres "maduras", quando comparadas às jovenzinhas de 15-20 anos. Após a menopausa, muito freqüentemente é necessário o uso regular de hormônio vaginal (estrogênio "fraco") para manter a elasticidade e umidade dos genitais. Pode-se também recorrer aos lubrificantes aquosos, para facilitar a penetração.
Manipulação clitoridiana no relacionamento compartilhado
Acredito que a questão da masturbação tenha sido razoavelmente abordada. Entretanto, apesar de ser uma forma de prática sexual assim como o sexo compartilhado, não tenho qualquer dúvida de que esse último, quando acompanhado de alguém com quem tenhamos um envolvimento agradável, afinidade e tesão, é a modalidade de preferência da maioria.

O prazer do exercício sexual com quem temos um envolvimento amoroso, geralmente é insuperável. Algumas pessoas encontram a sua cara-metade da cama muitas vezes durante a vida, outras, nunca, e tem aquelas que são felizes a vida toda com uma companhia única.

Alguns "detalhes" entretanto precisam ser discutidos para melhorar a qualidade da vida sexual da mulher, permitir o máximo do prazer em cada evento, principalmente quando da situação mais comum, que é a do relacionamento heterossexual.

Parece incomodar aos homens que a mulher muitas vezes tenha orgasmo na manipulação clitoridiana com maior facilidade do que na penetração vaginal. Alguns tampouco toleram a possibilidade de estimular o clitóris da companheira ou que ela se manipule durante o relacionamento sexual.

Muitas vezes a estimulação clitoridiana é exercida durante o relacionamento sexual compartilhado, quando a penetração não é suficiente para levar a mulher ao orgasmo. Para Hite, uma das maiores estudiosas da sexualidade humana, orgasmo "vaginal" é ocorrência excepcional, principalmente o concomitante com o parceiro.

Em geral os homens têm dificuldade em entender que o comum seja que as mulheres não consigam o orgasmo apenas com a penetração pênis-vagina. Sentem-se muito viris quando conseguem uma ereção e, uma vez atingida a ereção adequada para a penetração, acreditam que ela não possa ser desperdiçada ou atrapalhada, exigindo a penetração. E isso é aceito tacitamente pela mulher, que não interrompe uma ereção.

Só que a mulher pode não se encontrar na mesma fase do desejo sexual e tampouco estar pronta para receber o pênis do parceiro, sem lubrificação adequada dos genitais. Ou então, ela pode sempre precisar do estímulo clitoridiano para excitar-se ou atingir o orgasmo.

A falta do orgasmo da mulher muitas vezes é sentida como rejeição pelo homem ou insegurança quanto ao seu desempenho sexual. Outras vezes, não se preocupa ou não atenta para o prazer da parceira.

Insisto nessa questão da abordagem da sexualidade compartilhada da mulher, porque existe um conceito de que mulheres que não têm orgasmo na penetração pênis-vagina sejam frígidas, mesmo quando competentes para atingir o orgasmo na auto-estimulação clitoridiana ou pelas carícias do(a) parceiro(a) em seu clítoris. Chamá-las de frígidas é fugir da discussão sobre relacionamento sexual harmônico ou satisfatório para as duas partes envolvidas no relacionamento sexual.

Não existe uma maneira "correta" de se ter orgasmo. Tampouco existe modelo único de necessidade ou comportamento sexual. Depende da vontade de cada mulher, em cada momento de sua vida. Pode necessitar de estímulo do clítoris, da penetração vaginal, ou de ambos, como padrão ótimo para atingir o orgasmo.
Leitura recomendada:

- Dodson, B., "Sex for one - the joy of selfloving", Three Rivers Press, New York , copyright 1996.
- Hite, S., "O orgulho de ser mulher", Ed.Sextante, 2004.


Dra. Luciana Nobile 

Câncer de Ovário: "A Doença Silenciosa"



A mulher, após o período reprodutivo, passa por uma série de alterações orgânicas e hormonais. Com a idade mais avançada, está mais sujeita a doenças metabólicas, do tipo diabetes e obesidade e, sistêmicas, como a hipertensão arterial. Aumentam igualmente as doenças do aparelho reprodutivo feminino, de forma especial o câncer da mama e o do endométrio. O da mama pode ser detectado nos exames de rotina pelo ginecologista, ou pelo auto-exame, quando a própria paciente percebe a presença de nódulo. Indiscutivelmente a medicina laboratorial possui grande importância nesta detecção, principalmente a mamografia, que permite diagnosticar o câncer em fase mais precoce, antes mesmo da existência de nódulo.
O tumor de endométrio, mais freqüente em mulheres obesas, hipertensas e diabéticas, geralmente se acompanha de algum sangramento irregular ou, em mulheres que não mais menstruam, depois da menopausa, a presença de sangramento, em qualquer quantidade ou duração. Nessas circunstâncias, as alterações ultra-sonográficas são sugestivas.
Em idade mais precoce, temos o câncer do colo uterino, passível de prevenção, através do diagnóstico e tratamento da infecção pelo HPV e através da realização rotineira dos exames de Papanicolau e colposcopia.
O câncer de ovário
As mulheres a partir dos 50 anos, de forma especial nas 5ª e 6 a décadas de vida, estão na idade mais crítica de apresentar o câncer ovariano.
A hereditariedade é sem dúvidas o fator de maior importância. Se na família mãe ou irmã já teve a doença, é indispensável a realização de exame ginecológico preventivo, com a feitura de exames subdisiários (CA-125 e a ultra-sonografia pélvica e transvaginal, com o Doppler colorido).
O câncer de ovário clinicamente é mais difícil de ser identificado, podendo passar desapercebido pela paciente em seus estágios iniciais, devido à ausência de sintomas. Daí ser chamado de doença silenciosa, aquela que cursa escondida, só permitindo o seu diagnóstico quando já em fase adiantada.
Entretanto, podem os sintomas e sinais existir, mas como são vagos, inespecíficos e aparentemente de origem não-ginecológica, são tratados, até que a doença apareça com características inconfundíveis, mas já em estádio avançado.
Os sintomas mais comuns são: dor abdominal ou pélvica, aumento do volume abdominal, queixas intestinais, hemorragia genital, queixas urinárias pela compressão da bexiga pelo tumor e, mais adiante, perda de peso. Os sintomas gastrointestinais são conhecidos como "síndrome de indigestão da meia-idade". Muitos tumores ovarianos são tratados com antiácido, devido a paciente referir azia (dispepsia), má digestão e flatulência, decorrentes da irritação peritonial (folheto que reveste as vísceras e a cavidade abdominal).
Os marcadores tumorais, principalmente o antígeno CA-125, colhidos por meio de amostra de sangue da paciente, são úteis em rastrear na população as mulheres com maior risco para desenvolver a doença ovariana. Entretanto, o CA-125 pode estar anormalmente elevado em doenças benignas e comuns, tais como a endometriose.
O ultra-som no diagnóstico do tumor maligno do ovário
O exame de ultra-sonografia transvaginal (USTV) é uma das principais ferramentas que dispomos para o diagnóstico do câncer de ovário. Muitas pacientes estão familiarizadas com o exame, pois já o realizaram em alguma época da vida.
Por ser indolor, não invasivo e apresentar boa sensibilidade, é o método de imagem inicialmente escolhido para detectar as alterações do aparelho reprodutor feminino no climatério.
Se a paciente está em grupo de risco (antecedentes pessoais, antecedentes familiares, faixa etária, cisto ovariano de controle), realizar a USTV com Doppler colorido anualmente.
Não deve ser utilizada como teste de rastreamento em grupo de baixo risco (idade abaixo dos 40 anos, não climatéricas, sem AF ou AP).
A grande maioria dos tumores ovarianos são císticos, isto é, apresentam coleções (conteúdo líquido) e, menos freqüentemente, são sólidos. O estudo da morfologia destes tumores é possível ser estabelecido na ultra-sonografia, sendo este um dos principais critérios para diferenciá-los.
Os parâmetros morfológicos ultra-sonográficos avaliados são:
•  dimensões
•  conteúdo do tumor (cístico, sólido ou misto), que pode ser homogêneo e heterogêneo, também chamado de textura
•  espessura da parede do cisto (fina ou espessa)
•  superfície do cisto (lisa ou irregular)
•  presença de septações ou traves no seu interior (que podem ser finas ou espessas, homogêneas ou heterogêneas)
•  formações sólidas que crescem na parede do cisto, chamadas de papilas (podem ser internas e/ou externas).
Atualmente, com os avanços tecnológicos, podemos complementar a USTV com o Doppler colorido, que possibilita o estudo dos vasos contidos no interior destes tumores. Os tumores malignos apresentam vascularização anormal onde os vasos possuem calibres diferentes, trajetos tortuosos e terminações irregulares ou amorfas. Esta análise pode ser ampliada com o estudo tridimensional do tumor, nova modalidade de ultra-sonografia que ganha cada vez mais aceitação no meio científico e auxilia na diferenciação entre os tumores malignos e benignos.
Em nossa experiência (grupo do HC - Ginecologia e Radiologia), o Doppler apresentou baixa sensibilidade (33%, muitos falso-negativos) e alta especificidade (97,5%, poucos falso-positivos), mas ao associarmos o CA-125, a sensibilidade aumentou para 80%, embora a sensibilidade tenha diminuído para 73,9%. Atualmente, com a angiossonografia 3D, alguns grupos referem sensibilidade de aproximadamente 100% (é muito cedo ainda para afirmarmos este valor).
Outros achados ao exame ultra-sonográfico, como ascite (líquido livre no abdômen, entre as alças intestinais e as vísceras), linfonodos junto à artéria aorta e outras artérias pélvicas, lesões (nódulos) hepáticas, e comprometimento das alças intestinais ou do peritônio, indicam doença avançada e estão associados à sintomatologia da paciente e aos achados clínicos do exame ginecológico.
Outros métodos de imagem podem ser utilizados para o seu diagnóstico ou complementação diagnóstica, tais como a tomografia computadorizada e a ressonância magnética da pelve e abdômen. Estes exames, principalmente a ressonância, são importantes para verificar o grau de extensão da doença para fora da pelve (estadiamento da doença) e orientar o tipo de tratamento.
O mais importante é realizar o exame preventivo, na tentativa de fazer o mais precocemente possível o diagnóstico do tumor de ovário, para poder instituir tratamento adequado, que permita as melhores taxas de sobrevida e qualidade de vida à paciente.


Prof. dr. Ayrton Roberto Pastore

Diretor Clínico da Unidade de Estudos em Ultra-sonografia e Medicina Diagnóstica (UEU Diagnósticos). Professor Livre-Docente do Departamento de Radiologia da USP. Especialista em Medicina Fetal (Título outorgado pela FEBRASGO).
Site: www.ueu.com.br

Contracepção: um problema ou uma solução?


Abstinênciancia, coito interrompido, tabelinha, preservativo masculino, preservativo feminino, gel espermicida, diafragma e DIU
Dra. Luciana Nobile
Se considerarmos que muitas mulheres não fazem sexo compartilhado, por opção ou pela falta de parceiro sexual, que muitas outras já passaram da idade da fertilidade ou são estéreis, e um outro tanto que se relaciona com pessoas do mesmo sexo, então uma parte razoável da população não precisa pensar ou se preocupar com a contracepção.
Porém, uma fração bastante expressiva tem relacionamento heterossexual em idade fértil, sem interesse reprodutivo. E é a essa população de mulheres férteis, que se relacionam com homens exclusivamente pelo prazer sexual, que dirijo essa matéria de contracepção.
Os métodos contraceptivos continuam praticamente os mesmos: abstinência, coito interrompido, tabelinha, preservativo, gel espermicida, diafragma, DIU e os métodos hormonais, onde se inclui a pílula do dia seguinte. Na falha de todas as técnicas de contracepção, há quem preconize o direito à opção pelo abortamento.
As maiores mudanças na contracepção ocorreram principalmente nos contraceptivos hormonais. As pílulas existem hoje numa enormidade de composições, marcas e nomes comerciais, que superam as centenas. Discute-se se a mulher deve ou não menstruar. São implantes, adesivos, injeções e anéis vaginais.
Para a matéria não ficar muito extensa ou incompleta na tentativa de ser muito sucinta, dividirei o tema contracepção em duas partes, reservando o espaço desse número do boletim para os métodos outros de contracepção. E, no próximo número, discorrerei sobre os contraceptivos hormonais.
Quanto à questão do abortamento como recurso último, quando o método contraceptivo empregado tiver falhado, será discutido futuramente, por uma feminista e comentado por mim, enquanto ginecologista.
Abstinência
Para indicar a abstinência, temos a Igreja e outras instituições, que apregoam o exercício sexual exclusivo para a procriação. Tenho idade, experiência e maturidade para saber o quanto isso esconde de hipocrisia, acobertando práticas ou desvios sexuais inadequados à sociedade contemporânea, do tipo pedofilia.
Pessoalmente acredito no direito universal do exercício da sexualidade. Entretanto, acredito sim que praticar sexo a dois não necessariamente deva passar pela obrigatoriedade da penetração em todas as práticas sexuais. Isso significa que podemos associar ao emprego da tabela, o exercício da sexualidade de forma criativa, sem a fantasia do orgasmo concomitante compulsório, sem a imposição sistemática da penetração, e ainda assim em que ambos possam ter prazer no relacionamento e um tenha a oportunidade única de presenciar e excitar-se com o orgasmo do outro. A falta de penetração portanto, não constitui abstinência, mas sim criatividade sexual.
Coito Interrompido
Coito interrompido é o método de ejacular fora da vagina, ou seja, retira-se o pênis imediatamente antes da ejaculação. Muitas mulheres referem-se a ele dizendo que fazem o método de “tirar”, ou de “tirar antes da hora”.
Para a sua prática é preciso um bom controle ejaculatório, o que é quase impossível na ejaculação precoce ou rápida, característica dos mais jovens.
Por outro lado, antes da ejaculação, quando ocorre saída de pequena quantidade de líquido seminal, ali já existe número suficiente de espermatozóides para promover uma gravidez. Isso inviabiliza o coito interrompido como um bom método para ser utilizado isoladamente.
À semelhança de conter espermatozóides, aquele líquido seminal pode também conter vírus e bactérias, sendo transmissor de infecções.
Inúmeros casais adotam o coito interrompido associado à tabela como método contraceptivo de escolha. Alguns, na ignorância, ficam absolutamente tranqüilos, mas aqueles que sabem a respeito da presença dos espermatozóides antes da ejaculação, estão sempre desesperados quando a menstruação atrasa por um dia que seja.
O coito interrompido ou método de “tirar”, junto com o preservativo, o diafragma, as esponjas vaginais com espermicida e outros dispositivos vaginais pouco utilizados em nosso meio, fazem parte dos chamados “métodos de barreira”.
Quando eu era acadêmica de medicina, ouvia dizer que “tirar fora antes da hora” provocava varizes pélvicas e dor pélvica crônica. Hoje acredito que isso seja apenas mais uma dessas assertivas machistas da história, com tendência a se perpetuar, sem necessidade de comprovação científica.
Tabelinha
Tabelinha é o termo empregado para a contracepção realizada quando se abstém do relacionamento sexual nos dias “teoricamente” férteis. Isso porque em teoria a ovulação ocorre catorze dias antes da menstruação seguinte. Portanto, num ciclo de 28 dias, a ovulação ocorreria no 14º dia do ciclo menstrual, considerando o primeiro dia do ciclo aquele em que desce a menstruação. Num ciclo de 24 dias, no 10º dia, no de 30 dias, ocorreria no 16º dia, e assim por diante.
Seria muito simples se todas as mulheres tivessem ciclos iguais durante a vida. Entretanto, muitas mulheres têm ciclos de duração variável, ou seja, por algum motivo, a ovulação adianta ou atrasa, sem qualquer “aviso prévio”. Mulheres com ciclos regulares podem ter a sua ovulação antecipada por estímulos que não identificamos com clareza. E, em meninas mais novas, não é raro que a ovulação seja mais tardia.
Daí a necessidade da associação de métodos quando da utilização da tabelinha. Essa associação pode ser com o coito interrompido, ou com o preservativo, DIU, diafragma e/ou o gel espermicida.
O método Billings, que considera as características do muco cervical, também foi muito associado à tabelinha. O muco cervical, secreção translúcida filante, às vezes manchada de sangue, é mais abundante no dia da ovulação. Mas nem todas as mulheres que ovulam conseguem identificar o muco ovulatório, outras têm corrimento ou secreção vaginal mais abundante, que dificultam a percepção desse muco e em outras a quantidade é pequena e simplesmente não se exterioriza o suficiente para ser notado. Naquelas em que o muco cervical é evidente, deve-se fazer abstinência ou associar outro método nos quatro dias seguintes ao pico ovulatório.
Preservativo Masculino
Preservativo é sinônimo para condom ou camisinha de Vênus, ou simplesmente camisinha. Existem diferentes tipos e qualidades, maiores ou menores, em função do tamanho do pênis e da marca do preservativo. As camisinhas mais espessas são indicadas para o coito anal, já que são mais resistentes. Nessa prática sexual o risco de infecção pelo vírus da AIDS é superior, devido à maior possibilidade de provocar fissuras na pele. Alguns preservativos são coloridos e às vezes têm paladar. Existem os lubrificados, com substância praticamente inerte, para evitar o ressecamento do látex, diminuindo o risco de rompimento e existem aqueles com gel espermicida. A escolha fica a critério do casal: características de tamanho, o homem precisa encontrar o que melhor se adapte ao seu, e as demais variações devem ser discutidas com a companheira. Imagine só, seu companheiro escolhendo sabor menta para um belo sexo oral, quando você não suporta esse paladar! Aproveito para lembrar, apesar de que voltaremos a falar sobre isso em DST, que no sexo oral também é obrigatório o uso do condom. A vaselina não deve ser aplicada concomitantemente, pois predispõe à ruptura da borracha.

Vale a pena falar sobre as preferências femininas do tamanho de pênis? Acho que cada mulher tem a sua preferência individual. Mas é bom que os machos parem de falar que tamanho não é documento, geralmente quando o seu é de menores proporções, porque pode ser sim. Porém, felizmente não é só o tamanho que importa no relacionamento sexual.

De qualquer maneira, quando o pinto é pequeno para um determinado preservativo, ele pode sair durante a penetração e ficar dentro da vagina. Ao contrário, se o pênis é grande e o condom muito apertado, pode romper mais facilmente. E, em qualquer tamanho de preservativo, nunca é demais enfatizar que ele deve cobrir toda a extensão do pênis, deve ser segurado na base nos movimentos de vai e vem dentro da vagina e que há a necessidade de deixar uma “sobra” na ponta, sem ar, para poder abrigar o ejaculado durante o orgasmo; caso contrário, também será motivo de rompimento do látex (veja fotografia ilustrativa).
Usar camisinha não é chupar bala com papel!
Alguns homens satirizam o uso do preservativo, comparando-o ao “chupar bala com papel”. Acho que já não vivemos mais nessa época de hipocrisia. No relacionamento sexual, é preciso intimidade, camaradagem e, principalmente, cumplicidade. Se o parceiro tem problemas, que eventualmente perca a ereção ao colocar o condom, isso não deve ser encarado como ato dramático, resolve-se em outra tentativa ou de outras maneiras que não a penetração.
A camisinha, quando utilizada seguindo todas as regras, é muito eficiente na contracepção e essa eficiência pode ser ainda maior, quando associada à tabela. Ou seja, nos dias potencialmente férteis, não se tem penetração nem com condom. Quando rompe durante o uso em período fértil, sempre existe o recurso da “pílula do dia seguinte”, que são dois comprimidos de hormônio que devem ser administrados o mais rápido possível, em duas tomadas, com intervalo de 12 horas entre eles. É bom lembrar que a menstruação, depois da pílula do dia seguinte, ocorrerá na época usual, e não antecipadamente como imaginado por muitas mulheres.
A camisinha tem outra indicação igualmente importante, que é a de fazer prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DST). Se não romper, funciona muito bem na prevenção de AIDS, gonorréia, tricomonas, etc. Entretanto, ela não é suficiente para proteger contra a infecção pelo HPV em 100% dos casos, devido à possibilidade de infecção em bolsa escrotal, vulgarmente identificada como “saco”, que não é revestido pelos preservativos.
Isso significa que mulheres que usam condom em TODAS as relações sexuais têm risco quase zero de adquirir AIDS, mas continuam parcialmente expostas ao HPV.
Portanto, a camisinha deve ser colocada desde o início da penetração e em TODAS as relações sexuais. Se colocada apenas no final, já poderá ter havido saída de espermatozóide, do líquido seminal. Igualmente, pode haver contaminação bacteriana e/ou viral.
O condom é feito a partir do látex, ou seja, da borracha. Algumas mulheres têm alergia a esse produto, inviabilizando o seu uso pelo casal. Para a prevenção de infecções, nessa circunstância, recomenda-se o uso do preservativo feminino.
Em estatísticas americanas, a camisinha é muito eficiente como método contraceptivo em casais com mais de trinta anos, mas tem elevado índice de falha entre jovens.
Preservativo Feminino
Menos popular que a camisinha masculina, a feminina parece não ter “emplacado”. É possível que seja pelo custo elevado, já que custa cerca de DEZ vezes o preço do preservativo masculino! Fui a uma drogaria dar uma espiada nos preços e quase caí das pernas, é isso mesmo, o preservativo feminino é muito caro, inviabilizando o seu uso para as comuns mortais. Custa cerca de R$10 a caixa com dois dispositivos.
Há cerca de dez anos, fiz uma pequena avaliação do método com minhas pacientes. Distribui cinqüenta caixas, com dois preservativos em cada uma. Algumas mulheres se queixaram da questão estética e certa dificuldade de manuseio, porque sua técnica de uso prevê que deixe uma parte para fora da vagina, a do anel externo, que é aberto, e que deve ser apreendida e fixada na vulva, junto à entrada da vagina, no momento da penetração. O anel menor, fechado, deve ser aplicado profundamente na vagina (veja desenho, que faz parte da ilustração do livro “Sexualidade na maturidade”). Outras mulheres comentaram que fazia ruído semelhante ao do plástico de sacola de supermercado, nos movimentos de vai e vem da penetração, tirando o “clima” de sensualidade que requer o momento. Umas se queixaram de que a lubrificação fazia com que a camisinha escorregasse em suas mãos e outras reclamaram de serem pouco lubrificadas.
Feitas de poliuretano, já vêm bem lubrificadas, mas se essa lubrificação for considerada insuficiente, pode-se adicionar gel lubrificante inerte, aquoso, o mesmo que se pode utilizar quando a vagina está mais seca. Esse gel está à venda nas drogarias, na mesma seção dos preservativos. Mais um comentário sobre o uso do gel, que me parece pertinente. Muitas pacientes se queixam que ficam constrangidas de usá-lo. Se essa for a questão, coloque o gel no banheiro,
aplicando-o com a ponta do dedo indicador sobre a entrada da vagina, e nada diga a respeito.
O companheiro irá imaginar que faz parte de sua lubrificação natural. Uma mentirinha inocente para melhorar o prazer sexual não vai machucar ninguém. A camisinha feminina é um importante recurso para aquelas mulheres com alergia ao látex do preservativo masculino, porque, afora ter sua função na contracepção, também atua na prevenção das doenças sexualmente transmissíveis (DST).
A vantagem do preservativo feminino sobre o masculino é que pode ser colocado antes de se fazer sexo, além da mulher ter a situação sob controle, não dependendo do parceiro para a contracepção e/ou prevenção de DST, principalmente quando no relacionamento sexual esporádico.
Gel Espermicida
O gel espermicida, em geral à base do nonoxynol, pode ser empregado sozinho, junto com o diafragma, com a esponja ou associado à camisinha. Sua eficácia contraceptiva parece ser pouco menor do que a do uso da associação diafragma/espermicida.
Além de espermicida, essa substância tem a característica de ser bactericida e alguns lhe atribuem também atividade antiviral. Entretanto, o nonoxynol, além de matar algumas bactérias ruins para a vagina, pode liquidar também com os lactobacilos ou bacilos de Doderlein, que protegem a vagina contra agressões de outros fungos e bactérias que sejam indesejáveis a ela. Dessa maneira, algumas mulheres, vejam bem, somente aquelas mulheres predispostas à infecção fúngica, quando usam o espermicida desenvolvem candidíase crônica, que só se curam quando param de usar a substância.
O gel espermicida não protege contra a AIDS; ao contrário, aumenta o risco de contrair a doença, devido ao processo inflamatório que provoca nas paredes vaginais, facilitando a entrada do vírus HIV. Portanto, o espermicida NÃO dispensa o uso do condom.
Diafragma
O diafragma, a despeito de ser um método bastante eficaz na contracepção quando bem empregado, tem sido esquecido por todos.
Quando bem ajustado ao tamanho da mulher, a parte anterior fica imediatamente atrás do púbis e a posterior fica no fundo de saco posterior, atrás do colo, de modo que a membrana do diafragma encubra todo o colo. Ele tem que ficar confortável, não pode ser grande e tampouco pequeno. Quando a mulher faz a escolha pelo método, deve aplicá-lo com a ajuda do(a) profissional que indicou, para averiguar se está bem ajustado, que não esteja folgado ou apertado, e se ela está sabendo introduzir
O diafragma tem que ser usado com o gel espermicida e deve ser mantido no local por oito horas após a ejaculação, para aguardar que não tenha espermatozóide vivo quando de sua retirada. Se esquecido na vagina, aumenta o risco de infecção genital. O uso de diafragma está relacionado com maior incidência de infecção urinária, sendo portanto contra-indicado nas mulheres com infecção urinária de repetição, nas diabéticas e nas com problemas renais outros.
DIU
O DIU, dispositivo intra-uterino, é um método milenar redescoberto no início do século XX. Nossos ancestrais usavam qualquer objeto pequeno dentro da cavidade uterina, por exemplo, uma pedrinha. Isso foi aperfeiçoado com dispositivos de polietileno, acrescido de cobre ou de hormônio progesterona.
Deixarei o DIU com hormônio para discutir na segunda parte de contracepção, no próximo boletim, quando irei abordar a questão dos contraceptivos hormonais. Existem evidências de que o DIU, principalmente o com cobre, impede a fertilização do óvulo pelo espermatozóide.
O transporte dos espermatozóides pelo muco do colo uterino ao útero e às trompas uterinas é impedido, ocorrendo dissolução do esperma. Isso lhe confere verdadeira ação contraceptiva e não abortiva, como alguns grupos costumavam aclamar.
É um método muito eficiente como contraceptivo, mas merece alguns cuidados e considerações.

- Se for utilizado sem condom, deve ser com companheiro sexual único, que esteja consciente de sua responsabilidade. Se ele tiver relações sexuais com outras mulheres sem preservativo, aumentará o risco de contaminar sua parceira e promover infecções genitais/pélvicas graves.
- As pacientes devem ser previamente avaliadas e orientadas: não podem ter miomas, outras alterações do útero e/ou da cavidade uterina, anemias, doenças que alterem a coagulação, corrimento, cólica menstrual usual, fluxo menstrual excessivo e múltiplos parceiros sexuais.
- A paciente deve se reavaliada a cada seis meses, de preferência realizando novo estudo ultra-sonográfico, para aferir a localização do DIU e averiguar a possibilidade de qualquer infecção genital/corrimento. Mensalmente, após a menstruação, a mulher deve inserir o dedo indicador dentro da vagina e conferir o tamanho do fio do DIU: se muito longo, é indicador de que possivelmente tenha se deslocado para baixo, devendo ser substituído. Se ausente, provavelmente é porque o fio enrolou-se para cima, dentro da cavidade uterina. Nunca se reaproveita o mesmo DIU, quando ele se desloca, porque ele se contamina por bactérias e perde a sua forma primária, reduzindo portanto a função contraceptiva.
- Os primeiros dois a quatro meses são de adaptação, podendo ocorrer irregularidades menstruais, muito aumento do fluxo; após esse período, os ciclos devem se regularizar, porém, sempre com um fluxo menstrual pouco maior que antes de sua inserção. - Não tem efeitos colaterais gerais e não interfere na penetração. Aí mora o perigo. Algumas mulheres adaptam-se tão bem ao DIU, que se esquecem de sua existência e tampouco fazem qualquer controle.
- As fotografias são de modelo de DIU intra-uterino, meramente ilustrativas.

Acabei por fazer uma exposição longa, porém espero que tenha sido de fácil compreensão. Imagino que cada mulher leia a parte que lhe interessa. Se ainda assim surgirem dúvidas, mandem suas questões.
Dra. Luciana Nobile

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Você monta o seu cardápio


Escolha uma opção de cada refeição, podendo repetir as sugestões que mais gostar.
Dicas importantes:
*Todas as opções podem ser adaptadas ao gosto de cada um, mas desde que não alterem o
GRUPO ALIMENTAR

*Sucos zero açúcar, gelatina diet, chás, café, limonada, e claro muita água podem estar a qualquer momento do dia e bem à vontade.
*Acrescentar mais saladas e até legumes refogados, do que o sugerido não altera tanto a dieta.
*Temperar as saladas com limão, gengibre ralado, 1 colher de chá de azeite (se possível) e pouco sal.
*Evitar ao máximo usar gorduras e óleos em geral, no preparo das refeições.
*Evite o açúcar ao máximo que puder ao fazer os sucos naturais, caso não tenha adoçante. Se tiver melhor trocar por ele.

Café da manhã

Opção 1
• 1 xíc. (chá) de leite desnatado com café
• 1 fatia de pão integral
• 1 fatia de peito de peru
Opção 2
• Vitamina com 1 copo de iogurte desnatado + ½ papaia + 2 col. (sopa) linhaça triturada
Opção 3
• 1 copo de leite desnatado
• 2 torradas integrais
• 2 fatias de mussarela
Opção 4
• 1 copo de iogurte de frutas light
• 2 col. (sopa) de granola ou aveia
Opção 5
• Vitamina de 1 copo de leite desnatado batido com meia maçã com casca e 1 col. (sopa) linhaça triturada
Opção 6
• 1 copo de leite desnatado com canela
• 1 torrada integral
• 1 fatia de queijo fresco

Lanche da manhã

• 2 castanhas-do-pará
OU
• 1 banana
OU
• 1 copo de iogurte light
OU
• 4 damascos secos
OU
• 1 fatia grossa de abacaxi
OU
• 1 fatia de queijo branco

Almoço

Opção 1
• Salada de alface e tomate temperada com pouco sal, limão, gengibre e 1 col. (chá) de azeite
• 2 col. (sopa) de arroz integral
• 5 col. (sopa) de carne de soja ou 1 hambúrguer de soja light
• 1 xíc. (chá) de gelatina diet Opção 2
• Salada de rúcula, ervilha e palmito temperada com pouco sal, limão, gengibre e 1 col. (chá) de azeite
• 2 col. (sopa) de purê de batata
• 1 filé de frango grelhado
• 1 xíc. (chá) de gelatina diet
Opção 3
• Salada de folhas verdes temperada com pouco sal, limão, gengibre e 1 col. (chá) de azeite
• 2 col. (sopa) de arroz
• 1 omelete feita com 1 gema, 2 claras e 1 fatia de queijo branco
• 3 col. (sopa) de seleta de legumes
• 1 xíc. (chá) de gelatina diet
Opção 4
• Salada de folhas verdes temperada com pouco sal, limão, gengibre e 1 col. (chá) de azeite
• 2 col. (sopa) de arroz integral
• 1 col. (sopa) de feijão
• 1 sobrecoxa de frango assada sem pele
• 2 col. de (sopa) de brócolis cozidos
• 1 xíc. (chá) de gelatina diet
Opção 5
• Salada de folhas verdes com cenoura ralada temperada com pouco sal, limão, gengibre e 1 col. (chá) de azeite
• 1 batata média assada
• 1 filé de peixe grelhado ou 1 lata de atum light
• 3 col. (sopa) de bernjela refogada
• 1 xíc. (chá) de gelatina diet
Opção 6
• Salada de folhas verdes temperada com pouco sal, limão, gengibre e 1 col. (chá) de azeite
• 2 col. (sopa) de arroz integral
• 2 col. (sopa) de feijão ou milho
• 1 filé de carne vermelha grelhado
• 3 col. (sops) de vagem ou repolho cozido
• 1 xíc. (chá) de gelatina diet

Lanche da tarde

• 1 barra de cereal light
OU
• 1 bombom Alpino ou Sonho de Valsa
OU
• 3 bolachas doce integral
OU
• 1 caixinha de água de coco
• 2 biscoitos integrais
OU
• 1 manga
OU
• 12 amêndoas

Jantar

Opção 1
• Sanduíche com ½ pão sírio com ½ col. (sopa) de maionese light + 1 fatia de peito de peru + 1 fatia de mussarela light + folhas de alface + rodelas de tomate
Opção 2
• Sanduíche com 2 fatias de pão integral light + 1 fatias de presunto + 1 fatia de queijo branco + ½ col. (sopa) de requeijão light
Opção 3
• Sanduíche com 1 pão francês sem miolo + 1 salsichas de peru + 2 rodelas de tomate
Opção 4
• Sanduíche com ½ pão sírio + ½ col. (sopa) de requeijão light + 3 col. (sopa) de peito de frango desfiado + 1 col. (sopa) de cenoura ralada
Opção 5
• Sanduíche com 2 fatias de pão integral light + ½ col. (sopa) de maionese light + 1 col. (sopa) de atum em água + 2 rodelas de tomate + 1 col. (sopa) de cenoura ralada
Opção 6
• Sanduíche com ½ pão francês sem miolo + 2 fatias de presunto magro + 1 fatia de queijo prato

Ceia

• 1 copo (200 ml) de leite desnatado com canela ou pó de suco zero açúcar
OU
• 1 iogurte desnatado com adoçante
OU
• 1 enroladinho de 1 fatia de presunto e 1 de mussarela



Por:
Dieta e beleza

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Excesso de gordura corporal



Toda mulher adulta, não atleta de competição (ou que prática um esporte/treinamento por mais de 2 horas/dia), deve ter em torno de 22% de gordura corporal. Este percentual é o ideal e que cumpre os seguintes benefícios ao organismo:
- protege órgãos e vísceras;
- faz parte da massa cerebral que contém cerca de 65% de gordura pois suas células são basicamente lipoproteínas;
- controla a temperatura corporal e;
- ser uma reserva energética para momentos de necessidade como numa doença ou convalescença (quando o organismo não sente fome porque está concentrado em sanar-se e não em digerir) ou quando nos desintoxicamos.
Assim, quando o percentual de gordura corporal de uma mulher adulta (não atleta) está acima destes 22%, considera-se como excesso de gordura corporal, normalmente acumulado em lugares estratégicos como abdomen, coxas ou mamas.

Na visão da Alimentação Desintoxicante, este excesso é diagnosticado como lastro e escesso de toxina, de material indigesto, de venenos retidos no tecido adiposo. E, bem antes de pensarmos em emagrecer: desintoxicar-se é preciso!

Porque simplesmente perder peso não é uma decisão sábia. Sábio é retornar à uma condição de harmonia metabólica, de leveza como um todo.

E, excesso de gordura corporal pede calorias para mantê-lo, entope (engordura) todas as células, órgãos e sistemas e mina nossas energias para carregá-lo: fardo total!
Este teste, desenvolvido pela equipe do Dr. Barry Sears, autor do livro A Dieta do Ponto Z (editora Pensamento), muito simples de realizar, irá lhe informar como está a sua harmonia interna, a  sua saúde e  quanto de lastro você anda carregando. Um agradecimento à equipe do site SomosTodosUM (STUM) que transformou este teste num interativo.

Lembrando que a medição no abdomen NÃO É na altura da cintura, mas extamente na altura do umbigo. E a medição do qualdril é na sua parte mais larga. Faça várias medições até encontrar a leitura maior. Faça as medições na frente do espelho para não correr o risco de enviesar a fita na hora de medir, gerando um resultado falso e difícil de repetir a cada medição.

Uma dica: faça anotações em um caderno, pois a idéia é realizar este teste a cada 1 mês, enquanto você está praticando a alimentação desintoxicante ou alguma dieta saudável.
E lembre que: a perda do excesso de gordura corporal, quando acontece via procedimentos alimentares saudáveis é em média de 500 a 1000 gramas/mês, sendo maior quando associada a uma atividade física frequente.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O Auto-Exame das Mamas


TOQUE-SE

  IMPORTANTE:

- Durante a palpação da mama, observe o surgimento de nódulos, note sua consistência, mobilidade, limites, localização, tamanho.

- A dor também deve ser considerada, embora não seja freqüente em casos de câncer de mama

- Nódulos que surgem antes da menstruação e desaparecem após a mesma, geralmente não têm valor clínico importante.

- O uso de anticoncepcionais, terapia de reposição hormonal, período pré menstrual, amamentação, gestação e aborto recente podem influenciar e dificultar a identificação de nódulos.

NO ESPELHO

Coloque as mãos na cintura e observe o formato, tamanho e contorno de suas mamas (observe se estão iguais, simétricas). Veja se existem pregas, depressões ou alterações na pele da mama, aréola e mamilo.
 

NO ESPELHO

Coloque as mãos para o alto e fique atenta aos mesmos sinais de igualdade da pele já descritos.
É uma oportunidade única de observar sua simetria mamária. Observe se as mamas estão alinhadas, assim como as aréolas e mamilos. Eles deverão sempre estar na mesma linha. Observe se o sutiã faz marca só em uma mama, e qual é o local para verificar se há edema (inchaço).
 

NO CHUVEIRO
Ensaboe bem as mamas e axilas, deste modo suas mãos percorrerão melhor e facilitará o exame. Coloque o braço atrás da nuca, coluna reta e com a ponta dos dedos percorra todas as áreas da mama em movimentos circulares de fora para dentro, procurando por espessamentos ou caroços. Use a mão direita para examinar a mama esquerda e vice-versa. Você também poderá realizar esse exame fora do chuveiro, com maior atenção.
 

MOVIMENTOS CIRCULARES
Devem ocorrer da parte externa superior da mama (perto da axila) em direção ao mamilo, de modo firme, mas delicado.

MAMILOS E ARÉOLAS

Pressione suavemente os mamilos e observe com cuidado a presença de secreções e a presença de lesões na sua pele sensível, assim como nas aréolas.
 

AXILAS
Elas também fazem parte do tecido mamário, e devem ser examinadas do mesmo modo que as mamas. Realize movimentos circulares da mama para axila, observando a presença de caroços na região. [
 

DEITADA
Coloque um apoio sob o ombro direito (pode ser um travesseiro ou toalha) e a mão direita atrás da cabeça. Examine sua mama direita com a mão esquerda, repetindo os movimentos circulares.
Repita esse passo com o lado esquerdo. Você deverá se acostumar a fazer o auto exame desde já.

Se isso não acontece, pode ter certeza:
 
Você está muito atrasada nesse compromisso com sua saúde. Através dele é freqüente a descoberta de doenças da mama, como alterações funcionais benignas, ou mesmo um câncer de mama.
É importante você saber que, ao detectar qualquer anormalidade, não deve entrar em pânico nem solicitar ajuda de quem pouco poderá lhe esclarecer.
Procure SEMPRE um médico
, lembrando mais uma vez que o auto exame propiciará detectar um possível câncer de mama de modo precoce, aumentando substancialmente suas chances de cura, além de ter a grande possibilidade de uma cirurgia de menor porte para combatê-lo.
Além do mais, nunca devem ser ignoradas as alterações benignas, cujo quadro pode se manifestar também através de nódulos mamários. Cumpra essa determinação, aceite este convite, cuide-se, não tenha medo de examinar-se e descobrir algo, faça com que o auto exame seja uma rotina na sua vida. Afinal, o cuidado com sua saúde é um grande ato de amor, de valorização e respeito para com seu corpo, sua saúde e sua própria vida. Toque-se !!!

http://cancerdemama.com.br/

sábado, 19 de novembro de 2011

O que são Infecções Urinárias


 

As infecções urinárias podem atingir qualquer um dos órgãos do aparelho urinário

Dor e ardor ao urinar, necessidade de urinar mais frequentemente, em pequenas quantidades e por vezes com dificuldade, urgência miccional e urina turva e com um odor intenso, são os principais sintomas de uma infecção urinária na bexiga, também designada por cistite. No entanto, as infecções urinárias podem atingir qualquer um dos órgãos do apare­lho urinário, nomeadamente os rins, a uretra e no caso dos homens a próstata, embora “na maior parte dos casos o órgão mais afectado seja a bexiga”.

A Cistite é causada por bactérias que normalmente habitam no tubo digestivo

Mas se por norma não existem micróbios no interior do aparelho urinário, como é que eles aí podem surgir e multiplicar-se levando à infecção? “A cistite é causada por bactérias que normalmente habitam no tubo digestivo. Quando estas bactérias invadem o aparelho urinário o cor­po tem uma reacção que se traduz clinicamente nos sintomas associa­dos a esta patologia”.
A via da infecção mais frequente é a via ascendente. As bactérias existentes no recto, no ânus e na vagina, pene­tram ascendentemente no aparelho urinário através da uretra, apesar da normal existência de mecanismos de defesa de vária ordem.
Por isso é que é mais frequente o aparecimen­to de infecções urinárias nas mulheres. A anatomia feminina faculta menos defesas em relação à invasão bacteriana do que a masculina. Desde logo pelo comprimento e pela posição da uretra, que no caso da mulher é mais curta e verticalizada.
Além disso, a distância e o trajecto a vencer pelas bactérias na região pe­rineal é muito mais fácil na mulher. No caso dos homens, a próstata produz substâncias anti-bacterianas. A frequência das in­fecções urinárias também varia com a idade, havendo algumas doenças próprias da infância, nomeadamente malformações congénitas, que po­dem aumentar a sua frequência. As crianças também podem sofrer de infecções urinárias, mas nesse caso devemos encarar a situação como sendo muito grave até que se prove o contrário.

O Principal Sintoma de uma Infecção Urinária é a Febre

Os sintomas poderão ser parecidos com os que já descre­vi, mas muitas vezes o rim é atingido e o principal sintoma é a febre, que poderá ser um sintoma isolado. O importante é que perante a sus­peita dê uma infecção urinária a pessoa consulte de imediato o seu médico. Tra­tando-se de uma paciente jovem e sexualmente activa e perante um primeiro episódio de infecção típico, o mais aconselhável é o tra­tamento com antibióticos, sendo igualmente recomendado o aumen­to da ingestão hídrica, como chás e muita água, o esvaziamento urinário frequente e completo. uma boa higiene íntima e o evitar de situações de congestão pélvica.
Mas perante qualquer outra situação. nomeadamente a infecção na infância ou antes do início da vida sexual, a infecção urinária deve ser abordada com mais cautela. principalmente se ocorrer repetidamente. Importante será referir que a infecção urinária não é uma doença contagiosa e que após o início do tratamento deverá melhorar ao fim de 24 horas. Quan­do correctamente diagnosticada e tratada a cistite evolui para a cura sem sequelas e mesmo quando não é tratada também pode evoluir para a cura em 50 a 80 por cento dos casos, no entanto, não é de todo aconselhável esperar para ver. Para além dos sintomas serem grave­mente limitativos, algumas cistites podem progredir atingindo os rins (pielonefrite). Esta é uma situação mais grave, que em circunstâncias extremas pode induzir o choque séptico, uma situação rara e vulgar­mente associada a outros factores que complicam a doença.

Existem alguns factores de risco que podem desencadear uma Infecção Urinária

Não existindo uma profilaxia propriamente dita para a doença existem alguns factores de risco que podem desencadear o seu aparecimento, sendo que alguns podem corrigir-se e outros não. Há pessoas com maior propensão genética para ter infecções e isso não tem correcção, mas o uso de preservativos ou de espermicidas, por exemplo, é um factor de risco que pode ser evitado. Além disso, no caso das mulheres em pós­-menopausa a falta de estrogénios locais também é um risco e é cor­rigível, da mesma forma que a in­continência urinária e a existência de prolapso pélvico também acar­retam riscos para infecção que se podem facilmente corrigir.

Tratamento Natural para Infecções Vaginais



Sente algum mau cheiro na vagina ou alteração do corrimento vaginal? Provavelmente sofre de alguma infecção vaginal. A infecção vaginal ou vaginite bacteriana não é uma doença sexual, é sim uma irritação da vagina que pode ser causada por relações sexuais. A vaginite também pode ocorrer entre lésbicas através da troca de fluidos vaginais. Muitas pessoas tendem a confundir esta doença com uma infecção urinária.

Sintomas de uma Infecção Vaginal

  • Mudanças na  cor do corrimento vaginal.
  • Corrimento vaginal com mau cheiro.
  • Comichão ou irritação na vagina.
  • Quando vai urinar sente dor, ardor ou mau cheiro na vagina.
  • Pequenos  sangrentos da vagina.
  • Sente, após as relações sexuais, mau cheiro na vagina e vê um  corrimento branco acinzentado da vagina.
A Infecção vaginal pode causar mau cheiro na vagina

Causas das Infecções Vaginais

A principal causa das Infecções Vaginais é um crescimento excessivo de bactérias anaeróbias do organismo. Geralmente, no corrimento de uma vagina saudável, há mais bactérias “boas” do que bactérias  “ruins” como o trichomonas vaginalis, a Gardnerella vaginalis e Mobiluncus.  Quando aumenta o número de bactérias “ruins” na vagina, elas perturbarão o equilíbrio natural dos fluidos da vagina que provocam o corrimento com mau cheiro, estes desequilíbrios podem ser causados por diversos motivos, tais como:
  • Relações sexuais de curta duração que leva a um aumento do pH vaginal e resulta em crescimento de bactérias, como por exemplo a gardnerella.
  • Humidade (por longo período de tempo) na área vaginal causada por roupas sintéticas, que pode aumentar o corrimento vaginal.
  • Uso de produtos químicos que podem causar  irritação da vagina.
  • Uso de antibióticos, que perturbam o equilíbrio do ambiente de bactérias na vagina.
Deixamos aqui alguns dos melhores tratamentos caseiros e naturais para as infecções na vagina, alterações na cor do corrimento vaginal e cheiros na vagina. Esta lista estará em constante atualização.
  • Comer iogurte natural ou aplicar directamente na vagina. Alternativamente, um tampão embebido em iogurte pode ser inserido. Tem-se mostrado como um dos melhores remédios caseiros para o corrimento com cheiro.
  • Comer 1 ou 2 dentes de alho por dia. O alho tem propriedades anti-bacterianas e anti-fúngicas,






Calcule a necessidade diária de calorias


665 + ( 9,6 x peso em kg.) + (1,7 X altura em cm) – (4,7 X idade em anos)= necessidade diária de calorias.

OBS: Pessoas sedentárias: acrescente 30% no resultado.

Pratica atividade física moderada: acrescente 50%

Pratica atividade física intensa: acrescente 100%

OBS: O cálculo é somente para se ter uma noção da quantidade de calorias a serem ingeridas diariamente para que o organismo funcione bem e com saúde

VISITE - vale a pena ...

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